


Minicursos
Os minicursos do 3º CIIPEE são gratuitos e não exigem inscrição prévia. Os participantes interessados devem procurar o local e horário de realização da atividade, conforme programação do evento.
Minicurso 1
Título: Como Identificar as Altas Habilidades/Superdotação? Contribuições da Avaliação Psicológica.
Proponente: Dominique Miranda Galvão (http://lattes.cnpq.br/2704769691737536).
Resumo: Este minicurso terá como objetivo apresentar e discutir contribuições da avaliação psicológica nos processos de identificação das altas habilidades/superdotação (AH/SD), destacando práticas exitosas que podem ser adotadas por psicólogas(os) em diferentes contextos de atuação, sobretudo nos escolares. Serão abordadas concepções atualizadas de avaliação psicológica e de AH/SD, partindo da ideia de que a avaliação psicológica pode agregar à identificação e ao atendimento de estudantes com AH/SD, por meio do mapeamento de diversas dimensões para direcionar e fundamentar intervenções. Com base nisso, serão apresentados instrumentos, estratégias e recomendações para a avaliação psicológica nos processos de identificação das AH/SD, bem como possibilidades de encaminhamentos e de orientações a partir das informações investigadas. Por fim, o minicurso contará com um momento para colocar em prática os conteúdos contemplados, por meio de oficina de estudo de caso em grupo. A oficina terá como intuito a reflexão coletiva e a discussão de possibilidades e encaminhamentos antes, durante e após a avaliação das AH/SD, além de estratégias para manejar desafios que possam surgir.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 2
Título: Controle do Estresse e da Ansiedade com Técnicas de Autorregulação Aplicadas ao Contexto Escolar.
Proponente: Luis Orione Ferreira (http://lattes.cnpq.br/2807222873210082).
Resumo: O objetivo deste minicurso é apresentar um programa de intervenção voltado ao ensino de estratégias de autorregulação no contexto educacional. O programa oferece um panorama sobre estresse e ansiedade, sua prevalência no meio estudantil e seus impactos sobre o desempenho acadêmico, aliado ao treinamento prático de técnicas preventivas com respaldo em pesquisas experimentais internacionais. Durante o minicurso, serão apresentadas intervenções preventivas centradas no treinamento da respiração, no controle da tensão muscular e no manejo de pensamentos. Serão utilizados equipamentos eletrônicos bluetooth de biofeedback, semelhantes aos empregados no treinamento de atletas de alto rendimento, que permitem acompanhar e aprimorar, em tempo real, padrões respiratórios, frequência cardíaca, temperatura periférica e condutância da pele. Os participantes vivenciarão blocos práticos de cinco minutos, replicando técnicas associadas aos maiores efeitos observados na literatura, com foco na aplicação em situações acadêmicas desafiadoras e na discussão de possibilidades de implementação em contextos escolares e em programas para estudantes superdotados.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 3
Título: Como Desenvolver o Potencial de Crianças Superdotadas: Orientações para Famílias e Educadores.
Proponente: Cristiana de Campos Aspesi (http://lattes.cnpq.br/1889841916243831).
Resumo: O minicurso pretende apresentar e discutir conhecimentos fundamentados em evidência científica sobre conceitos teóricos e estratégias práticas para auxiliar pais, mães e educadores na condução do desenvolvimento do potencial superior de crianças e jovens superdotados. Sabe-se que a família tem papel fundamental no desenvolvimento dos talentos dos filhos por ser o ambiente principal em que a criança adquire habilidades, desenvolve sua personalidade e interesses, internaliza valores e crenças da cultura familiar que criam a identidade pessoal dos filhos, influenciando na manifestação do potencial superior. Destaca-se, ainda, que pais, mães e professores nem sempre estão familiarizados com o tema da superdotação e, muitas vezes, adquirem crenças equivocadas a partir de mitos que geram insegurança e incertezas sobre a condução do desenvolvimento das crianças e jovens superdotados. Portanto, neste minicurso serão abordadas estratégias produtivas sobre a parceria entre família-escola no sentido de entender a superdotação e apoiar o desenvolvimento de estudantes superdotados.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 4
Título: Precocidade em Superdotação: Identificação e Estratégias na Educação Infantil.
Proponentes: Karla Vanessa Gomes dos Santos (http://lattes.cnpq.br/3408939654596500); Priscila Eduardo de Oliveira Nogueira (http://lattes.cnpq.br/4448051742618514); Rodrigo Rodrigues de Oliveira (http://lattes.cnpq.br/9431186808254001).
Resumo: É objetivo deste minicurso explorar a identificação de comportamentos precoces de AH/SD na Educação Infantil, bem como apresentar estratégias pedagógicas de atendimento aos profissionais de educação. O curso apresenta conceituação e caracterização da precocidade, a partir de resultados de estudos realizados pelo Grupo de Pesquisa Precocidades em Movimento Indicadores de Altas Habilidades (PREMIAH-UNB). O curso será dividido em dois momentos, sendo o primeiro destinado a apresentação do conceito e caracterização do estudante precoce com AH/SD e o segundo momento tendo foco a elaboração colaborativa de estratégias para o desenvolvimento das potencialidades em sala de aula.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 5
Título: Como Identificar Comportamentos de Precocidade e Indicadores de Superdotação em Crianças na Primeira Infância, no contexto do Atendimento em Saúde.
Proponentes: Janaína Medeiros (http://lattes.cnpq.br/7710780512386418); Camila Rabello (http://lattes.cnpq.br/2911451904500843); Ana Paula Granado (http://lattes.cnpq.br/8347869113389808); Isabel Rangel (http://lattes.cnpq.br/0915703437816772); Aline Valle (http://lattes.cnpq.br/6819366017840711).
Resumo: Destinado à avaliação prática e funcional da precocidade em crianças de 3 a 6 anos com indicadores de altas habilidades/superdotação. É direcionado a psicólogos, médicos, fonoaudiólogos e outros profissionais da área de saúde. O curso abordará a identificação de aspectos cognitivos, linguísticos e socioemocionais e apresentará técnicas de avaliação como a entrevista dirigida com pais, a anamnese desenvolvimental e a análise do comportamento espontâneo, além da observação estruturada em situação lúdica e em tarefas breves. Este minicurso será desenvolvido em dois módulos: teórico e prático, apresentando parâmetros de identificação e a orientação e a elaboração de devolutiva técnica clara e ética às famílias, focando em decisões objetivas e encaminhamentos baseados em evidências.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 6
Título: Literatura como Ponte: Mediações Étnico-Raciais na Psicologia Escolar.
Proponentes: Ana Carolina Oliveira N. de Alencar (https://lattes.cnpq.br/5665224293673062).
Resumo: O minicurso propõe discutir a articulação entre racialidade e literatura como estratégia ética, política e pedagógica na atuação da Psicologia Escolar, partindo do pressuposto de que a escola é um espaço privilegiado de produção de subjetividades e pertencimentos, especialmente em uma sociedade atravessada por profundas desigualdades raciais. A educação realiza-se na interação do sujeito com os objetos do mundo, sempre mediada pela relação com outros sujeitos; é nesse processo que a criança se apropria das produções humanas e constitui sua própria humanidade de forma dialética, situada histórica, política e culturalmente. Assim, o espaço educativo ocupa lugar central na formação do sujeito, não apenas como instância de transmissão de conteúdos, mas como campo de produção e circulação de sentidos, valores e modos de existência. A escola configura-se como território de encontro entre culturas, conhecimentos, crenças e práticas sociais, podendo tanto reproduzir quanto tensionar hierarquias e exclusões. Ninguém nasce racista; o racismo é produzido e reproduzido nas relações sociais e atravessa os contextos educativos desde os primeiros anos de vida. Na interação com adultos e pares (dentro e fora da escola) crianças e adolescentes assimilam, muitas vezes de modo acrítico, discursos e práticas que naturalizam a separação de corpos e subjetividades. O racismo, em sua violência estrutural, marca trajetórias e produz sofrimento psíquico que se manifesta de múltiplas formas: silêncio, raiva, retraimento, dificuldades de aprendizagem, sentimentos de desvalorização e até ideação suicida. Alunos e alunas negros(as), independentemente da idade, compartilham essa experiência racializada que impacta profundamente seus processos de desenvolvimento. Reconhecer que a cor importa, e importa decisivamente, é condição para compreender o sofrimento e formular estratégias de enfrentamento. Nesse contexto, a Psicologia Escolar é convocada a atuar como mediadora de possibilidades de resistência e elaboração crítica, mobilizando a literatura como ferramenta de humanização, produção de sentidos e afirmação de pertencimentos.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 7
Título: Mediação estética e diversidade: contribuições para o trabalho com gênero e sexualidade na escola.
Proponentes: Rodrigo Prata Mendes (http://lattes.cnpq.br/9308348516643635).
Resumo: O presente minicurso tem como objetivo discutir e propor estratégias formativas e pedagógicas para educadores que atuam no enfrentamento de preconceitos e violências relacionados às temáticas de gênero e sexualidade no ambiente escolar. A partir das concepções da psicologia histórico-cultural de Vigotski, tem-se a compreensão de que o desenvolvimento do sujeito é mediado cultural e historicamente na medida em que interage com o meio social que ocupa. Nesse sentido, o gênero e a sexualidade são entendidos enquanto dimensões socialmente construídas e atravessadas por determinações históricas, culturais, ideológicas, de maneira dialética, as quais se expressam nos diferentes espaços humanos – inclusive no ambiente escolar. Dessa maneira, a escola, como uma instituição social e espaço relacional, se institui como um local privilegiado de produção e reprodução de sentidos e significados sociais (principalmente acerca de gênero e sexualidade), o que também a configura como um lugar de disputas simbólicas e, dialeticamente, como um ambiente promotor de transformações. Diante disso, faz-se necessário ampliar o olhar e as discussões dentro do cenário escolar para o acolhimento e o cuidado quanto à diversidade voltada aos aspectos sexuais e de gênero, uma vez que as tensões sociais produzidas historicamente frente a populações dissidentes dessas normativas se instituem como problemáticas que repercutem cada vez mais discursos de ódio e violências, produzindo diferentes efeitos na constituição subjetiva dos sujeitos atravessados por essas discriminações. Discutir papéis de gênero e promover a construção de pensamento crítico e socialmente implicado da juventude contemporânea é papel ético-político da instituição escolar, visando a construção de espaços de autonomia e respeito às diferentes identidades sociais. Dessa maneira, é dever dos educadores e da comunidade escolar ampliar e construir espaços de diálogo, reconhecimento da diversidade e problematização de desigualdades historicamente produzidas.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).
Minicurso 8
Título: A Defectologia de Vigotski e as Práticas Inclusivas: Fundamentos para uma Psicologia Escolar Anticapacitista.
Proponentes: Fabrício Santos Dias de Abreu; Fabiana Luzia de Rezende Mendonça; Luana de Melo Ribas; Dinalva Agripino de Oliveira.
Resumo: Minicurso teórico-prático sobre a deficiência como fenômeno histórico, social e cultural, com discussão da permanência da “cultura da normalidade” e de seus efeitos de estigmatização, segregação e restrição de direitos. À luz da Teoria Histórico-Cultural, retoma-se a contribuição de Vigotski em seus estudos defectológicos ao deslocar o enfoque do “déficit” orgânico para as consequências sociais da deficiência, compreendida como signo social da diferença que reconfigura vínculos, formas de participação e a constituição da personalidade. Apresenta-se a crítica vigotskiana às leituras quantitativas e medicalizantes do desenvolvimento e afirma-se a necessidade de uma análise histórico-genética orientada à compreensão qualitativa dos processos de aprendizagem. Discutem-se os conceitos de compensação, caminhos indiretos e mediação cultural como fundamentos para práticas inclusivas. O minicurso destaca implicações para a Psicologia Escolar por meio de uma leitura crítica das práticas institucionais que produzem exclusão e pela defesa de uma atuação anticapacitista comprometida com a equidade, o direito à aprendizagem e o desenvolvimento humano integral.
Carga horária: 3h.
Vagas: 30 (por ordem de chegada).